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Trajes típicos
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Por altura de Maio e Junho juntavam-se os rebanhos
para se proceder à tosquia (cortar a lã das
ovelhas), separando-se a lã branca, preta (saragoça)
e surrobeca.
Em épocas festivas os Pastores desciam
às aldeias para trazerem a lã trocando-a por tecido,
para assim, confeccionarem os seus trajes (capa, camisola,
e calças) que duravam até ao ano seguinte. A lã depois
de reunida era lavada e fiada, seguindo-se a preparação
da teia para poder fabricar os vários tecidos que eram
necessários para a confecção da capa (Burel),
casaco (Raxa) e calças (Surrobeco).
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O tecido era todo de lã natural, apenas diferia
na ultimação.
BUREL - Este tecido ao sair do tear era
pisoado, operação que consistia na introdução do tecido uma
tina com água fria e onde permanecia durante algumas horas
feltrado com malhas de madeira para lhe dar dureza e
impermeabilização. Este tecido era utilizado na capa do
Pastor.
RAXA - Tecido de xadrez branco e
castanho, que era utilizado na confecção do casaco. Uma peça,
de tal forma importante para o Pastor, que era toda trabalhada
com tecido preto, aplicando desenhos diferentes de família para
família. O tecido de raxa, não era pisoado, uma vez que o
casaco era para ser usado por baixo da capa.
SURROBECO - Tecido feito com lã
surrobeca (lã cor de mel, resultante do cruzamento de carneiro
branco com ovelha preta), que era utilizado na confecção das
calças do pastor. Tal como a capa de Burel, também o surrobeco
era pisoado, para melhor proteger das intempéries do Inverno.




As fotografias foram tiradas numa exposição
de trajes regionais em Gouveia. Esta exposição esteve
integrada na festividades carnavalescas, organizadas pela
Câmara Municipal de Gouveia no ano de 2003.
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